|
Há várias idéias falsas sobre os
efeitos prejudiciais da castração nos cães. Conheça as
mais comuns:
* "Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde”.
Falso: a probabilidade de pegar doenças não aumenta com
a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e
dos ovários, ou testículo, acaba com a possibilidade de
infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicações
ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as
doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar
risco. Cai a incidência de tumores da mama.
* "Acasalar deixa o macho emocionalmente mais estável”.
Falso: dependendo das disputas, o acasalamento pode até
causar instabilidade emocional.
* “A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio
emocional”. Falso: não entre os dois fatos. O equilíbrio
emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por
volta dos dois anos nos cães não castrados. Se uma
cadela se mostrar mais calma e responsável depois da
primeira linhada, é porque amadureceu devido a ter
avançado na idade e não porque se tornou mãe.
* “A falta de prática sexual causa sofrimento”. Falso: o
que leva o cão à iniciativa de acasalar é exclusivamente
o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade
afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados.
Por exemplo, se vivem com fêmeas não podem cruzar, ficam
mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.
* “Castrar reduz a agressividade do cão de guarda”.
Falso: a agressividade necessária para a guarda é
determinada pelos instintos territorial e de caça e pelo
treinamento, sem ser alterada pela castração. A
dominância e a disputa sexual cariam oportunidades para
o cão usar a agressividade que tem, mas não são a causa
dela. |